sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Presos à tecnologia

Lendo uma revista me deparei com o número de twitters que nossos candidatos fazem e seus seguidores; ao lado da folha aparecia um ranking de twitteiros de plantão, de pessoas públicas e seus seguidores. Um número realmente astronômico!
Na fila do cinema outro dia, um grupo de adolescenntes não desgrudava do celular - mandavam exaustivamente mensagens e recebiam, quase que não falando entre si. Por pouco não continuaram esta atividade durante o filme.

A tecnologia e o fácil acesso a ela nos leva a comportamentos no mínimo estranhos como uma compulsão pela comunicação, não importando qual seja ela. Nossa cultura parece exigir que façamos mais de uma coisa durante todos os minutos e além disso comuniquemos o que foi feito via twitter. Um marketing de nossas ações, quase um big brother coletivo... de nossos pensamentos.
Todos os dias checamos muitos e-mails, às vezes mais de uma vez por dia e nos mantemos ligados em tempo real, acompanhando o noticiário, recebendo initerruptamente informações.
Em uma palestra, outro dia, os ouvintes deixaram seus celulares sobre a mesa e mais uma vez checaram a comunicação em um intervalo de apenas uma hora e meia.
Nosso mundo hoje é maravilhosamente tecnológico mas, estas "maravilhas" nos deixam tão fascinados que chegam a nos dominar. Não somos nós que as controlamos mas ao que parece é o inverso - somos dominados. Pra mim vejo como um icentivo a hiperatividade. Telefones celulares, amigos vistuais, comunicação da internet em tempo real...
Onde está o aquietar? Onde está o acalmar?
Está na hora de respirar! Não que eu seja contra os avanços da tecnologia, não quero retroceder. Só penso que deveríamos tratar a tecnologia como um instrumento, focando-a para objetivos e propósitos humanos.

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